1 de janeiro de 2015

MEKNÈS

Marrocos: o país das cores

Meknès - a cidade verde

Chegámos a Meknès no último dia o ano de 2014, a meio da tarde. O sol começava a sua descida no horizonte e fomos recebidos por umas cores fantásticas.
Depois de parquearmos o carro, fomos em busca do nosso riad na medina. 


Bab Mansour El Alj
Ficámos no Riad Amazigh. Riad significa éden e jardim em árabe e é uma designação muito comum em Marrocos para as tradicionais casas marroquinas, muitas delas pertença de nobres durante séculos, cujos compartimentos se distribuíam em torno de um pátio interior. Esse pátio é, normalmente, decorado por azulejos geométricos e coloridos, com muitas plantas ornamentais e artesanato marroquino. Já agora, Amazigh significa berbere. :) 
Revelou-se uma óptima escolha, tendo em conta que a proprietária que o gere é extremamente atenciosa, com bom gosto e preocupada em agradar.
Saímos para visitar a medina e o Mausoléu de Moulay Ismail. 
Mausoléu de Moulay Ismail

Mausoléu de Moulay Ismail

Regressámos à praça el-Hedim, onde aproveitámos para descansar e fazer uma refeição quente, enquanto ouvíamos música de rua e observávamos os locais. Comprámos umas tagines para trazer de recordação e continuámos a deambular num qissariat, mercado coberto, na lateral da praça. Estes mercados impressionam ao europeu habituado a determinados padrões de higiene e salubridade. As cores, os cheiros, os produtos tanto atraem como repulsam. Cruzar corredores de mercado onde se vêem cabeças de vacas penduradas a sangrar, carne a peixe a serem cortados em bancadas de limpeza duvidosa ao lado de corredores onde se vendem galinhas vivas e logo a seguir encontrar bancadas de doces típicos ou de frutas suculentas, desperta alguma confusão nas nossas cabeças. Mas é isto que atrai quem gosta de viajar e conhecer novas culturas... ser confrontado com novas formas de viver. Tentar entender sem julgar.

Praça el-Hedim
Seguimos pelo mercado nocturno que decorria na medina e regressámos ao riad para o jantar da passagem de ano.
O jantar estava programado para as 20:30, mas a realidade é que começámos a jantar por volta das 23:00. Um grupo de músicos berberes foi convidado para actuar e, pelo que nos explicaram, segundo a tradição marroquina, primeiro ouvesse música e só depois se come. Fomos receber os músicos à rua e depois o espectáculo prosseguiu no pátio do riad. Pela primeira vez, passei a meia-noite da passagem de ano sem me aperceber que era meia-noite. Estávamos todos tão esfomeados que jantávamos e penso que só 3 minutos depois da hora desejámos bom ano uns aos outros. Depois do jantar, a divertida música e dança marroquina continuou. Foi extremamente divertido, mas confesso que estava tão cansada que só queria atirar-me para cima da cama e dormir.

Na manhã seguinte, o pequeno-almoço foi servido numa ala que dava para o pátio central. Mais uma vez, deliciosas iguarias servidas em fantástica louça marroquina. Daquelas que abundam por todas as medinas marroquinas. Apetece comprar tudo e reservar um compartimento em casa para decorar só com as peças que se encontram. Uma loucura para pessoas como eu. Obrigada mãe por teres criado uma filha com tão bom gosto!!!




Sem comentários:

Enviar um comentário