The Golden Land
Mrauk U I
Mais uma vez o dia começou cedo. Levantámo-nos às 5:00 da manhã para um duche e fazer o check out. Apanhámos um "táxi" tuk tuk para o porto de Sittwe, onde apanhámos o barco para Mrauk U (Shwe Pyi Tan).
Para os estrangeiros, a única forma de chegar a Mrauk U é de barco, através do rio Kaladan. Há algumas (poucas) opções de transporte para lá chegar e a que conseguimos demorou cerca de 5 horas (ferries explorados pelo governo). Esta opção veio a revelar-se uma excelente forma de viajarmos juntamente com os povos locais e apreciar o seu quotidiano (dentro e fora do barco). Infelizmente, as populações desta região não estão minimamente sensibilizadas para os malefícios da poluição e apercebem-nos ao longo desta viagem que, aqui (pior do que em qualquer outra parte do país), tudo aquilo que já não vai voltar a ser utilizado, é atirado para o chão ou para a água. Independentemente de ser algo orgânico e biodegradável ou não. Este panorama é mais ou menos comum a todo o país, mas aqui é particularmente manifesto. Ainda relacionado com isto e que se tornou imagem de marca do país são as manchas vermelhas que se encontram no chão, a tudo quanto é passo. Pois é, mais não são do que cuspidelas de betel depois de mascado.
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| Rio Kaladan |
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| Rio Kaladan |
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| Rio Kaladan |
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| Rio Kaladan |
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| Viagem de barco entre Sitwee e Mrauk U |
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| Rio Kaladan |
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| Rio Kaladan |
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| Populações nómadas que vivem permanentemente no rio |
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| Populações nómadas que vivem permanentemente no rio |
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| Rio Kaladan |
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| Populações nómadas que vivem permanentemente no rio |
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| Rio Kaladan |
Chegámos a Mrauk U por volta das 11 horas. Depois de pagarmos a taxa para os estrangeiros visitarem a região ($5USD/5000Kyats), apanhámos um tuk tuk "táxi" até ao hotel onde íamos ficar hospedados.
Alugámos bicicletas e passámos o resto do dia a passear pela área e a visitar os templos.
Ao final do dia encontrámos um senhor muito simpático com quem estivemos a conversar, sem saber que a sua galeria de arte aparece referida no guia da Lonely Planet. Estou a falar da "L'amitié Art Galery" - criada pelo Mr. Shwe Maung Thar e pelo seu filho Khine Minn Tun. As pinturas são essencialmente quadros em pastel e óleo das paisagens e templos da cidade, havendo também alguns retratos. Uma curiosidade é que os painéis do tecto do hall central do templo Shittaung foram pintados pelo fundador desta galeria. O senhor era extremamente simpático, ofereceu-nos um mapa do espaço arqueológico da cidade (o melhor a que tivemos acesso), além de nos ter feito uma visita guiada à sua galeria, onde nos mostrou com muito orgulho as suas obras-primas e nos chamou a atenção para uma representação que ele fez da pintura portuguesa do século XVII que já tínhamos encontrado num dos templos.
Há noite, por falta de opções, seguimos a dica da Lonely Planet e fomos jantar ao Moe Cherry.
Mrauk U foi a antiga capital do estado de Rakhine conhecida por estar repleta de templos, alguns ainda utilizados pelas populações e pelos monges, outros já em ruínas. É o segundo local arqueológico mais importante do Myanmar, algumas vezes apelidada de "Pequena Bagan", no entanto este local tem características diferentes. Entre os séculos XVI e XVII era uma cidade rica dentro do reino de Arakan (Arracão) - um poderoso reino independente abrangendo os férteis vales dos rios Kaladan e Lemro). A sua localização próxima da Baía de Bengala e da Índia fizeram dela um importante centro comercial para os portugueses que aqui estiveram neste período (não só encontrámos referências à estadia de portugueses nestes séculos, como encontrámos um local que fez questão de nos mostrar que conhecia a História local e a sua relação com os portugueses quando soube da nossa nacionalidade). No século XVIII a cidade foi atacada e passou a pertencer ao estado de Rakhine. A cidade também ficou conhecida por ter sido, no século XIX, palco da I Guerra Anglo-Birmanesa. Mas depois da vitória, os britânicos moveram as suas tropas para Sitwee.
Actualmente, Mrauk U é uma cidade centenária, com centenas de tempos nos seus arredores, em torno dos quais a vida das populações se desenrola. É daqueles poucos locais em que temos os templos só para nós e durante um dia inteiro só nos cruzamos com estrangeiros/turistas apenas um par de vezes.
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| Dukkan Thein temple |
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| Dukkan Thein temple |
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| Dukkan Thein temple |
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| Dukkan Thein temple |
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| Shitthaung temple |
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Dukkan Thein temple
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| Shitthaung temple |
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| Shitthaung temple |
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| Ratana Pon Ceti temple |
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| View of Mrauk U from the portuguese quarter, 17th century |
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| Andaw Thein temple |
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| Ratana Pon Ceti temple |
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| Ratana Pon Ceti temple |
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Ratana Pon Ceti temple
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| Lay Mye Thna Temple |
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| Anomie image - Princess Anawzar |
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| Ida ao poço |
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| Uma parte considerável do dia-a-dia das populações locais é ir buscar água. Em vez das comuns panelas de barros redondas ou das latas de óleo rectangulares, os locais usam uns potes de alumínio, importados do Bangladesh, que carregam nos quadris ou à cabeça |
The Golden Land
Mrauk U II
De regresso a Mrauk U visitámos o templo Kothaung, conhecido como o santuário das 90.000 imagens, que se espalham por entre as várias passagens interiores do templo. Este data de 1553, é o maior de Mrauk U e para além das passagens, o terraço exterior tem 108 pequenas zedis.
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