The Golden Land
Mandalay I
Depois da viagem de quase 11 horas de Oslo a Bangkok; de uma viagem lenta entre os aeroportos internacionais de Suvarnabhumi e Don Muang e de uma viagem de cerca de 2 horas, chegámos a Mandalay.
À primeira vista uma terra árida e amarelada, salpicada de verde e de templos dourados.
A porta do avião abriu e assim que saímos, fomos confrontados com um bafo quente avassalador. Vimos marcados 43ºC, mas mais tarde disseram-nos que não tinha chegado a tanto.
Vistos tratados, apanhámos o autocarro para o centro (gratuito), cuja viagem durou cerca de uma hora e permitiu perceber que o país tem um ritmo muito próprio e vive do sector primário, pois parece que a maioria das coisas giram em torno de uma agricultura ainda muito arcaica e da pesca artesanal.
Seguimos a pé para o nosso hotel (79 Living Hotel), que tínhamos reservado antes da viagem. Aliás, a única coisa que tínhamos comprado antes de chegar a Myanmar. Fomos recebidos com um chá frio, fizemos o check in, pousámos as mochilas no quarto e saímos para explorar a cidade. Começámos por levantar dinheiro num ATM porque, devido ao facto de ser o primeiro dia do ano novo birmanês, estava tudo fechado e ainda não tínhamos conseguido trocar os nossos dólares por kyats.
Já com dinheiro, rumámos ao Palácio Real, ainda sem termos noção do caminho que tínhamos pela frente. A cidade é plana, pelo que o que nos parece ser logo ali à frente acaba por se transformar em infindáveis caminhadas debaixo de um calor abrasador. A cidade era extremamente suja e ainda apresentava vestígios das comemorações do ano novo (palcos de madeira montados junto ao fosso do Palácio). Ao longo do fosso, senhoras sentadas com peixes dentro de sacos de plástico tentavam fazer negócio. A ideia seria comprar os peixinhos para depois os libertar.
A meio caminho fomos abordados por um senhor que nos perguntou se queríamos um passeio de mota. Passada a hesitação inicial lá decidimos aceitar: os três numa mota. Sim, os três! Eu, o Tiago e o condutor. Primeiro estranha-se, mas depois basta olhar à volta para perceber que aquela é a realidade local. Por isso, nada a temer. Se uma motorizada na Indochina costuma servir para uma família inteira, porque é que não haveria de servir para nós!?!?!Além disso já tínhamos passado por algumas com 4 pessoas... com 3 não era avaria nenhuma!!!
Durante o percurso entrámos em contacto, pela primeira vez, com o trânsito caótico desta região do mundo. Carros, motorizadas, bicicletas, tuk tuks, carroças e outros objectos de circulação não identificados. Tudo ao molho, sem regras básicas de circulação, mas, por incrível que possa parecer, sem acidentes.
Chegámos à entrada principal do complexo do Palácio Real e tentaram-nos convencer a levar uma mota para dentro. Decidimos que iríamos a pé, mas quando chegámos à bilheteira percebemos que já não tínhamos kyats suficientes para a entrada (10.000 kyats/pessoa). Decidimos que voltaríamos no dia seguinte, mas já que estávamos ali, acordámos fazer um passeio de mota por dois templos gratuitos que havia nas imediações e subir a colina de Mandalay para ver o pôr do sol.
 |
| Palácio Real |
 |
| Ponte de acesso à entrada principal do complexo do Palácio Real |
O primeiro templo que visitámos foi a Pagoda Kuthoday e o maior livro do mundo. A entrada para a pagoda é indescrítivel: imensa confusão, gente, bancas de comida acabada de cozinhar ali no local, flores, muitas flores, de lótus e outras, vendidas para fazer oferendas nos altares aos budas que se encontravam no interior do templo.
Ritual rapidamente adquirido foi o de retirar o calçado antes de entrar nas pagodas. Chegámos mesmo a ver um armário específico para os guardar a troco de uns kyats. Rapidamente percebemos que qualquer coisa é motivo de negócio.
As pagodas são lindíssimas, pelo menos aquelas com que nos cruzámos até agora. Esta foi a primeira em que entrámos. Uma estupa central, rodeada de enormes filas de pequenos templos brancos, cada um deles com uma "folha"/lápide com inscrições que representa uma página do grande livro. Nas pagodas há toda uma diversidade de pessoas e acontecimentos que nos pedem calma, para ver e absorver: pessoas em oração, monges a passear, crianças a vender flores e colares com a cara coberta de tanaka, pessoas a vender água, gelo...
 |
| Monges budistas no Kuthoday Pagoda e o maior livro do mundo |
 |
| Kuthoday Pagoda e o maior livro do mundo |
 |
| Kuthoday Pagoda e o maior livro do mundo - criança vendedora de flores com a cara coberta de tanaka |
Voltámos à companhia dos nossos guias que nos esperavam no exterior do complexo e que nos levaram à Pagoda Sanda Muni. Mais uma pagoda lindíssima, rodeada de uma floresta de pequenas estupas, que nos fez esquecer o tempo com dois dedos de conversa com um local que agora vive em Singapura mas que de tempos a tempos vem visitar Mandalay. É impressionante como as pessoas são simpáticas, sorridentes e acolhedoras.
 |
| Pagoda Sanda Mundi |
 |
| Pagoda Sanda Mundi |
Daqui, seguimos para a colina de Mandalay. Calor, pó e muita confusão. Parecia que toda a gente tinha tido a mesma ideia. Visitámos o templo que era simultaneamente um miradouro com uma vista incrível sobre a cidade. Depois do pôr do sol, descemos as escadinhas intermináveis do complexo e os guias levaram-nos de regresso ao hotel.
 |
| Colina de Mandalay |
 |
| Pelas ruas de Mandalay, a caminho da colina de Mandalay |
 |
| Templo na colina de Mandalay |
 |
| Vista sobre Mandalay |
 |
| Pôr-do-sol em Mandalay |
The Golden Land
Mandalay II
Já acordámos tarde. Tínhamos decidido encontrar-nos com o "guia" do dia anterior para nos deixar a mota às 9:00. Depois do pequeno-almoço lá estava ele com o seu amigo para nos entregarem a motorizada. Depois de alguma dificuldade em encontrarem um capacete para mim, lá nos deram as chaves e algumas explicações básicas acerca daquela que seria a nossa companheira de viagem durante o resto do dia.
 |
| Com um capacete destes, não sei se não estaria mais segura sem ele... ;) |
Antes de partirmos, fomos cambiar os nossos dólares. Pelo caminho, cruzámo-nos com uma coluna de carros/carrinhas que transportavam pessoas vestidas a rigor, naquilo que nos pareceu ser o cortejo que decorre depois da cerimónia de ordenação de crianças em monges budistas para o mosteiro. Ao lado existia uma agência de viagens, onde nos informámos sobre a compra das viagens internas, saindo logo de seguida do centro da cidade, no sentido do porto.
 |
| Cortejo nas ruas de Mandalay |
 |
| Cortejo nas ruas de Mandalay |
Bem, é difícil fazer uma descrição do que encontrámos: pessoas a tomar banho num rio lamacento e sujo, onde partilhavam o espaço com porcos que por ali vagueavam e outras pessoas que lavavam a roupa e crianças que chafurdavam na água. Se calhar para quem já viajou para estes destinos, não fica surpreendido, mas para nós, esta é a nossa primeira experiência no continente asiático... Na margem, em cabanas de colmo, pessoas e animais conviviam em perfeita harmonia. Não percebemos ao certo de que viviam aquelas famílias, mas provavelmente da pesca e da cerâmica, pois existiam enormes pilhas de vasos e recipientes de barro ao longo da margem. Ao ritmo lento de um compasso inexistente, uns descansavam em esteiras dentro das cabanas, outros, sentados ou deitados, debaixo de frondosas árvores. Deambulámos pela margem onde fomos assistindo ao desenrolar do dia destas gentes, apreciando o seu modo de vida. Vacas brancas ao longo das estradas, com pessoas a vender combustíveis em garrafas de plástico por 1.000 kyats. A paisagem é fantástica, de um lado o Rio Ayeyarwady, do outro um riacho, afluente do outro, que atravessa os campos no sentido norte-sul. Barcos a atravessar o rio, pagodas por todo o lado, cabanas com as suas lareiras exteriores onde as senhoras cozinhavam refeições. Parecia que aqui o tempo tinha parado, ou ao invés, havia tempo para tudo.
 |
| Porto de Mandalay |
 |
| Porto de Mandalay |
 |
| Porto de Mandalay |
 |
| Porto de Mandalay |
 |
| A outra margem |
 |
| Na margem do Rio Ayeyarwady |
 |
| Na margem do Rio Ayeyarwady |
Parámos num pagoda que mais tarde viemos a saber ser Chanthaya Paya. Assim que chegámos fomos rodeados por imensas crianças locais que pareciam ter pouco contacto com ocidentais. Pediram para tirar fotos connosco, para que lhes tirássemos fotos e lhes mostrássemos o resultado final no ecrã, ofereceram beijos e flores, arranjaram pretextos para nos tocar, para falar inglês connosco e para nos ensinar birmanês. Muitos sorrisos e fotografias depois, decidimos seguir para um mosteiro de teca. Enganámo-nos e quando demos por ela estávamos num outro templo de madeira, mas em Amarapura. Visto isto, e porque já era tarde, decidimos seguir para a ponte, pois queríamos seguir para Sagaing e Mingun.
 |
| Perdidos... |
 |
| Os meus novos amigos birmaneses |
 |
| Templo de teca em Amarapura |
À entrada da ponte (simultaneamente viária e ferroviária) cruzámo-nos com um casal chileno que estava no seu último dia de férias no Myanmar e que nos deu algumas dicas para Bagan. Voltámos a encontrar este casal, ao final do dia, na ponte U'Bein, a maior ponte de teca do mundo.
Sagaing era um local engraçado, na base de uma colina onde se espraiavam pagodas e centros de meditação que colocam o local no mapa de visitas. As bancas de fruta na berma da estrada são um regalo para os olhos, pelo que decidimos comprar uns cocos e umas bananas. Passeámos pelas bancas e fomos parar a uma "tasca" onde os locais se sentavam a beber, a comer e a ver uma telenovela melo-dramática, a preto e branco, que parecia saída da década de 50. À entrada, uma rapariguinha fazia uns fritos de cebola, farinha e lentilhas, oleosos, mas deliciosos. Fomos abordados por um local que meteu conversa connosco e nos perguntou de onde éramos. Teve dificuldade em perceber "Portugal", mas assim que nos identificou como "portugui", esboçou um sorriso rasgado e disse: "Ronaldo", "Eusébio"!!! O senhor até sabia que o Eusébio tinha falecido. Ficámos surpreendidos, porque estávamos no meio de nenhures.
 |
| Ponte de Sagaing |
Seguimos caminho até, finalmente, chegámos a Mingun. Passado o ritual do descalça pés, fomos ao templo. Pequeniníssimo, se comparado com a dimensão do templo. Subimos ao topo. O cansaço e o calor obrigavam a uma pausa, mesmo que ao sol e num chão absurdamente quente. A paisagem é brutal. Vislumbram-se as águas calmas do Ayeyarwady e as férteis margens onde se vêem barcos num compasso lento a passar. Dali, seguimos para o mosteiro branco de Hsinbyume, passando pelas tendas de artesanato que ligam o templo ao porto. A passagem é ladeada por dois enormes elefantes, semidestruídos. Quando regressávamos passámos por uma barraca onde estavam dois monges. Um deles pegou num megafone e começou a falar algo indecifrável. Fiquei com a sensação que só falou porque nos viu passar. A realidade é que quando estávamos a colocar os capacetes, apareceu um polícia e disse-nos para irmos pagar a taxa de visita para a região de Sagaing/Mingun (3.000 kyats). Só depois destas formalidades é que seguimos para o templo branco. Como estávamos sem tempo decidimos ir de mota e esquecemo-nos de parar pelo meio e ir visitar o maior sino do mundo... :(
No templo branco, encontrámos um grupo de freiras, com os seus característicos trajes cor-de-rosa e os seus muito "amados" smartphones!!! Uma monja mais velha distribuiu rebuçados por monjas mais pequenas, meninas, que vieram sorridentes e envergonhadas oferecer-me. Agradeci, mas fiquei sem saber se devia ou não ter dado um donativo. Não dei. Continuo sem saber se fiz bem, mas achei que se desse, seria mal interpretada.
 |
| Templo de Mingun |
 |
| Vista do topo do templo de Mingun |
 |
| Templo branco de Hsinbyume |
 |
| Templo branco de Hsinbyume |
 |
| Templo branco de Hsinbyume |
Saímos do templo à pressa, comprámos umas águas e seguimos para Amarapura. Eram 17:00 e o pôr-do-sol deveria ser por volta das 18:15, pelo que tínhamos de nos despachar para chegar à ponte de U Bein. A viagem foi uma aventura. O Tiago estava entusiasmadíssimo porque as saudades de andar de mota eram mais que muitas. Comemos pó como se não houvesse amanhã e arrependi-me amargamente de ter ido com lentes de contacto.
Chegámos à ponte de Sagaing e o sol a afastar-se no horizonte. Para nós o pôr do sol foi nessa e não na ponte U'Bein.
Quando chegámos a Amarapura, seguindo os braços apontados dos locais que sabiam exactamente o que procurávamos, estacionámos e corremos para a ponte para aproveitarmos os últimos minutos de claridade. Ainda estou para perceber como conseguimos chegar à ponte, atravessando aquele emaranhado de ruas, sem nos termos perdido. A ponte já se tornou um enorme destino turístico, motivo pelo qual estava apinhada de turistas e de locais. A paisagem é bonita, mas achei o local demasiado sujo.
O sol já se tinha posto, por isso rapidamente escureceu e regressámos a confusa e agitada Mandalay. A iluminação é escassa e a noite é realmente escura, o que tornou a viagem ainda mais memorável.
The Golden Land
Mandalay III
Era dia de tomada de decisões: ficar mais um dia em Mandalay ou sair para Bagan à noite, de autocarro. No plano inicial deveríamos descer o Irrawaddy, mas como estamos na época seca, o rio leva pouca água e como tal são poucos os barcos que o sobem ou descem.
Depois do pequeno-almoço dirigimo-nos para a agência de viagens Sun Far Travels & Tours Co., Ltd., onde já tínhamos estado no dia anterior e ultimamos a questão dos bilhetes internos. Recebemos a informação que nos tinham dado no hotel: barco para Bagan só no dia 21, dois dias mais tarde...
Depois de negociarmos uma mota sem condutor, (12:00-18:00, por 10.000 kyats) lá fomos para o Palácio Real. Depois da viagem do dia anterior, o Tiago já estava um profissional a conduzir nas ruas de Mandalay. Regras a reter para uma próxima experiência deste género: manter uma certa distância de segurança e não hesitar nos cruzamentos. O Palácio Real é na realidade um complexo. No centro encontra-se o palácio propriamente dito e à volta jardins e áreas habitacionais. A envolver este complexo existe um enorme muro e um fosso, apenas quebrado por quatro acessos, apenas um deles aberto ao turista. Foi construído durante o século XIX e foi casa da última monarquia da Birmânia.
Visitámos o palácio e os edifícios adjacentes, nomeadamente uma torre cónica que deveria servir de vigilância. Deambulámos de mota pelos jardins do complexo e pusémo-nos a caminho da saída. Decididos a fazer a viagem de barco, dirigimo-nos para o porto de Mandalay na esperança de que conseguíssemos encontrar alguma embarcação que descesse o rio.
 |
| Palácio Real |
 |
| Palácio Real |
 |
| Palácio Real |
 |
| Palácio Real |
 |
| Palácio Real - vista sobre o complexo |
 |
| Palácio Real - Vista sobre o complexo |
Dirigimo-nos ao cais onde estava atracado o barco governamental - Inland Water Transport - o único barco a fazer a viagem de Mandalay-Bagan, fora da época turística. No local, muitos birmaneses tentaram ajudar-nos, mas a comunicação era um entrave. Não fosse a guia de uma família de turistas também à procura da mesma informação e teríamos tido uma epopeia ainda maior para contar. Afinal sempre havia barco no dia seguinte. Era às 5:30 da manhã e os bilhetes tinham de ser adquiridos nos "escritórios" da empresa, umas ruas atrás. Com um mapa rascunhado num papel velho, lá partimos em busca dos bilhetes. Algumas voltas e alguns esclarecimentos depois, tínhamos na nossa posse os bilhetes azuis que nos levavam rio abaixo até Bagan, numa viagem com duração prevista de 12 horas. É conhecido como o "slow boat" e faz jus ao nome. Os barcos turísticos demoram cerca de 7 horas, mas este demora mais tempo porque pára ao longo do percurso em algumas aldeias para descarregar e carregar produtos. Para nós era ouro sobre azul uma vez que queríamos apreender a realidade local da maneira menos turística possível. Ainda mal sabíamos o que nos esperava.
Como no dia anterior não tínhamos conseguido visitar o Shwe in Bin Kyaung pagoda, deambulámos à sua procura.
Encontrámos um outro mosteiro de teca, mas não o que pretendíamos. A tarde estava super quente e o corpo pedia descanso. Entrámos. A frescura e tranquilidade levaram a que aceitássemos o convite de um monge para nos sentarmos e conversarmos com ele, enquanto os colegas dormiam uma sesta.
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
|
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
 |
| Shwe In Bin Kyaung Pagoda |
Daqui seguimos para a rua onde fomos pedindo algumas informações e mais uma vez fomos simpaticamente ajudados por um senhor que mascava betel e que, como tal, tinha a boca cheia de saliva vermelha e os dentes manchados de tonalidades vermelho-acastanhadas. De tempos a tempos lá cuspia para o chão, deixando as marcas vermelhas tão características do Myanmar. Mascar betel é um hábito popular e uma tradição no país. Este estimulante natural é artesanalmente fabricado nas ruas, onde se vêem pessoas a embrulhar as folhas de betel com uma massa branca composta pela semente da mesma árvore, que tem um sabor apimentado e fresco, misturada com cal e especiarias. Depois da conversa com este senhor percebemos que sempre que nos perguntassem de onde éramos, devíamos dizer: "portugui" e não "Portugal". Cristiano Ronaldo e Eusébio pareceram-nos também excelentes palavras a dizer nestas ocasiões pois esclareciam qualquer equívoco.
Continuámos a deambular pelas ruas e acabámos por desistir de encontrar o mosteiro de teca. Estávamos com fome e decidimos abancar numa "venda" de rua. Tudo nas imediações tinha um aspecto pouco salubre, mas a fome já era imensa e a realidade é que a comida que víamos tinha muito bom aspecto. Pagámos 1.000 kyats (+/-0,75€) por uma típica refeição birmanesa com direito aos 7 pratos, que estava divinal.
 |
| Deambulações |
 |
| O nosso almoço |
Voltámos ao centro de Mandalay e regressámos aos templos onde tínhamos estado dois dias antes para registar os seus nomes. Passámos num mercado onde entrámos em contacto, pela primeira vez, com as condições em que carne peixe eram colocadas ao dispor dos clientes. Indescritível. Depois desta visita, confesso que comecei a pedir mais pratos vegetarianos!!! Comprámos dois ananases deliciosos. Nunca mais voltámos a encontrar outros tão deliciosos como estes. Voltámos ao hotel, onde entregámos a mota. Com acesso à internet reservámos um novo hotel (só tínhamos reservado duas noites e o hotel estava esgotado para esta noite). Pegámos nas nossas mochilas e fomos para o Taw Win Myanmar Hotel, mesmo na rua atrás. Pelo caminho acordámos um preço para que ele nos viesse buscar às 4:45 da manhã e nos levasse ao porto. A noite ia ser curta.
 |
| Mercado |
 |
| Mercado: secção do talho e da peixaria |
 |
Fim do dia em Mandalay
|
Sem comentários:
Enviar um comentário