14 de abril de 2014

BAGAN

Golden Land

O barco que nos desencalhou chegou por volta das 6:00 da manhã e por volta das 9:30 atracámos em Bagan. A primeira coisa a fazer foi comprar os bilhetes para a Zona Arqueológica de Bagan e, assim, andarmos descansados. Como não queríamos desperdiçai mais tempo, seguimos para o hotel de táxi juntamente com mais alguns ocidentais que também viajaram connosco desde Mandalay. Inicialmente tínhamos pensado em alugar bicicletas para explorar a área, mas para rentabilizar tempo, decidimos alugar bicicletas eléctricas (8000kyats/dia/2 bicicletas). Veio a revelar-se uma excelente opção, dado que estava um calor tremendo e as estradas eram todas de areia e as rodas ficavam atoladas. 
Visitámos os principais pontos turísticos, como os templos e outros locais, mais pequenos e menos conhecidos, que fugiam do roteiro turístico e, portanto, mais calmos e tranquilos, onde éramos os únicos visitantes. Uma das nossas primeiras paragens foi nuns templos pequeninos, muito próximos da estrada que liga New Bagan a Old Bagan. Rapidamente fomos abordados por um senhor, bastante simpático, que se disponibilizou para nos mostrar e explicar o interior de alguns deles, com frescos. Estava ao lado de uns desenhos fantásticos e percebemos logo que mais tarde ou mais cedo iríamos ser abordados na tentativa de lhe comprar algum. Como locais, aquelas pessoas conhecem os templos como as suas próprias mãos e sabem exactamente quais estão abertos e têm frescos no seu interior. Foram dicas e explicações simpáticas que nos permitiram sair de um local onde iríamos ver apenas o exterior de umas estudas e acabámos enriquecidos e com explicações que não estávamos à espera. Depois da visita, tal como já estávamos à espera, fomos convidados a ver os desenhos que tinha debaixo de uma árvore, guardados por um cão pele e osso. Como mais tarde nos apercebemos, aqueles desenhos eram muito comuns por aquelas bandas. Usavam areia do rio, colorida. Os temas pintados eram padrão, viemos a constatar mais tarde: monges com sombrinhas, mulheres birmanesas com os seus longyi, budas e templos. Apesar de termos combinado previamente que não nos iríamos precipitar a comprar algo, sem antes termos uma noção das ofertas existentes, percebi logo que o Tiago queria levar uma daquelas pinturas. Além disso, o senhor tinha sido tão simpático e a abordagem dele foi tão correcta que negociamos logo. O caricato da situação foi que o Tiago queria o desenho assinado e como o senhor não tinha marcador, deixou-nos a guardar os restantes trabalhos e foi de motorizada até à aldeia buscar uma para assinar o trabalho. Claro que não sabemos se realmente o trabalho foi feito por ele e se não é tudo feito em série, mas seja como for, a pintura em questão era realmente fantástica e uma recordação à altura do local.
O dia terminou com jantar no hotel e piscina, já de noite. O dia tinha sido longo, extremamente preenchido e super gratificante. Algo que acontece quando se realizam sonhos de anos.




As bicicletas eléctricas foram uma excelente ajuda para termos explorado tanto em tão pouco tempo





O ritual do descalça sandálias antes de entrar para os templos foi uma realidade constante e bastante dolorosa, com cerca de 42ºC. Além disso, o chão dos templos que apanha sol nunca deixa de estar quente, pois as temperaturas altas seguem-se, dia após dia, não permitindo que arrefeça muito. 

Algumas das pinturas feitas com areia do Rio Irrawadi, tão comuns em Bagan
Ananda Temple










Pausa para almoço, num "restaurante" no meio dos templos e com vista privilegiada. 





Pausa para uma sesta. Dos poucos locais onde, àquela hora, era agradável estar: dentro dos templos, ao fresco.











É relativamente comum ver manadas de vacas brancas a pastorear pelo meio dos templos
Panorâmica de Bagan. Podia ser de 360º que o resultado seria semelhante: o horizonte cheio de pequeninos pináculos das estupas



À espera do pôr-do-sol e a desfrutar das vistas únicas de Bagan



Pôr-do-sol 

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