Golden Land
O barco que nos desencalhou chegou por volta das 6:00 da manhã e por volta das 9:30 atracámos em Bagan. A primeira coisa a fazer foi comprar os bilhetes para a Zona Arqueológica de Bagan e, assim, andarmos descansados. Como não queríamos desperdiçai mais tempo, seguimos para o hotel de táxi juntamente com mais alguns ocidentais que também viajaram connosco desde Mandalay. Inicialmente tínhamos pensado em alugar bicicletas para explorar a área, mas para rentabilizar tempo, decidimos alugar bicicletas eléctricas (8000kyats/dia/2 bicicletas). Veio a revelar-se uma excelente opção, dado que estava um calor tremendo e as estradas eram todas de areia e as rodas ficavam atoladas.
Visitámos os principais pontos turísticos, como os templos e outros locais, mais pequenos e menos conhecidos, que fugiam do roteiro turístico e, portanto, mais calmos e tranquilos, onde éramos os únicos visitantes. Uma das nossas primeiras paragens foi nuns templos pequeninos, muito próximos da estrada que liga New Bagan a Old Bagan. Rapidamente fomos abordados por um senhor, bastante simpático, que se disponibilizou para nos mostrar e explicar o interior de alguns deles, com frescos. Estava ao lado de uns desenhos fantásticos e percebemos logo que mais tarde ou mais cedo iríamos ser abordados na tentativa de lhe comprar algum. Como locais, aquelas pessoas conhecem os templos como as suas próprias mãos e sabem exactamente quais estão abertos e têm frescos no seu interior. Foram dicas e explicações simpáticas que nos permitiram sair de um local onde iríamos ver apenas o exterior de umas estudas e acabámos enriquecidos e com explicações que não estávamos à espera. Depois da visita, tal como já estávamos à espera, fomos convidados a ver os desenhos que tinha debaixo de uma árvore, guardados por um cão pele e osso. Como mais tarde nos apercebemos, aqueles desenhos eram muito comuns por aquelas bandas. Usavam areia do rio, colorida. Os temas pintados eram padrão, viemos a constatar mais tarde: monges com sombrinhas, mulheres birmanesas com os seus longyi, budas e templos. Apesar de termos combinado previamente que não nos iríamos precipitar a comprar algo, sem antes termos uma noção das ofertas existentes, percebi logo que o Tiago queria levar uma daquelas pinturas. Além disso, o senhor tinha sido tão simpático e a abordagem dele foi tão correcta que negociamos logo. O caricato da situação foi que o Tiago queria o desenho assinado e como o senhor não tinha marcador, deixou-nos a guardar os restantes trabalhos e foi de motorizada até à aldeia buscar uma para assinar o trabalho. Claro que não sabemos se realmente o trabalho foi feito por ele e se não é tudo feito em série, mas seja como for, a pintura em questão era realmente fantástica e uma recordação à altura do local.
O dia terminou com jantar no hotel e piscina, já de noite. O dia tinha sido longo, extremamente preenchido e super gratificante. Algo que acontece quando se realizam sonhos de anos.
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| As bicicletas eléctricas foram uma excelente ajuda para termos explorado tanto em tão pouco tempo |
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| O ritual do descalça sandálias antes de entrar para os templos foi uma realidade constante e bastante dolorosa, com cerca de 42ºC. Além disso, o chão dos templos que apanha sol nunca deixa de estar quente, pois as temperaturas altas seguem-se, dia após dia, não permitindo que arrefeça muito. |
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| Algumas das pinturas feitas com areia do Rio Irrawadi, tão comuns em Bagan |
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| Ananda Temple |
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| Pausa para almoço, num "restaurante" no meio dos templos e com vista privilegiada. |
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| Pausa para uma sesta. Dos poucos locais onde, àquela hora, era agradável estar: dentro dos templos, ao fresco. |
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| É relativamente comum ver manadas de vacas brancas a pastorear pelo meio dos templos |
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| Panorâmica de Bagan. Podia ser de 360º que o resultado seria semelhante: o horizonte cheio de pequeninos pináculos das estupas |
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| À espera do pôr-do-sol e a desfrutar das vistas únicas de Bagan |
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| Pôr-do-sol |
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