Gdansk é uma cosmopolita cidade polaca que devido à sua importância económica, esteve em contacto com pessoas de diversas nacionalidades e credos ao longo da sua História.
Cidade portuária, entre os séculos XVI e XVIII, a vida concentrava-se nas tuas adjacentes ao porto, onde os navios aportavam e os produtos eram comerciados. Os impostos eram pagos na Câmara, enquanto os preços eram negociados e regulados nas casa dos mercadores. O quotidiano da vida na cidade pode ser observado no "Crane", que na década de 60 foi convertido num museu. Do outro lado do rio, nos antigos celeiros, encontra-se um repositório de várias colecções relacionadas com a vida marítima ao longo dos tempos que complementam a História da cidade, da Alta Idade Média à actualidade.
Mais recentemente, teve uma importância de relevo na História do século XX: os primeiros tiros da II Guerra Mundial foram dados aqui, enquanto 40 anos mais tarde, surgiram as primeiras fendas na Cortina de Ferro, através do Movimento Solidariedade.
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| Długi Targ |
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| Długi Targ |
Construído em 1444, o maior e mais velho guindaste de madeira de um porto europeu - The Crane - serve de porta de entrada e de símbolo da cidade de Gdansk. Até ao século XIX foi utilizado para descarregar produtos e para colocar mastros nós navios. Tinha a capacidade de elevar 4 toneladas até uma altura máxima de 11 metros acima do chão e funcionava através de um mecanismo de 2 pares de rodas, de 6 metros de diâmetro cada, que eram colocadas em movimento pela força de homens que caminhavam dentro delas. Durante a II Guerra Mundial a estrutura de madeira ardeu completamente e apenas metade do edifício de tijolos sobreviveu, sendo reconstruída na década de 60.
Depois da visita ao Museu do Guindaste (The Crane), perdemos (ganhámos) umas horas no
Museu Nacional Marítimo - Granaries on the Olowianka Island, que recomendamos vivamente.
Almoçámos no restaurante
Pierogarnia u Dzika, uma típica sopa de cogumelos no pão (grzybowa w chlebie), uns dumplings recheados de cogumelos (Pierogi Lésne) e terminámos com uma tarte de maçã quente com gelado de baunilha (szarlotka z lodami).
Deambulámos pelas ruas da cidade velha, com as suas fantásticas fachadas verticais, profusamente decoradas e que ostentavam a riqueza dos seus detentores.
Como o pequeno-almoço tinha sido no
Goldwasser, a escolha recaiu no
café Pi Kawa, onde a noite terminou com um chocolate quente e um chá.
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