6 de maio de 2014

YANGON

The Golden Land


Yangon, a antiga capital do país, continua a ser a sua maior porta de entrada, no entanto para nós, foi mesmo a de saída. Fica na convergência dos rios Bago e Yangon e a cerca de 30 quilómetros do Golfo de Mottama. Tendo sido uma das jóias da coroa do Sudeste Asiático, em tempos idos, cidade é neste momento um diamante por lapidar. A negligência com que a arquitectura da era colonial foi devotada, os inúmeros templos, os fervilhastes mercados de rua e os trishaws a cruzarem as ruas criam um ambiente único e um cariz apelativo para quem a visita. 
De manhã cedo e ao final do dia, já noite escura, é ver a quantidade de mercados improvisados de rua que pontilham a cidade. Acontecem por todo o lado, nos passeios, no meio das ruas, em cima ou ao lado dos esgotos. Colocam-se os bens em cima de uns cestos ou esteiras de vime, em cima de umas tábuas ou directamente no chão e tudo se transaciona, desde frutos, a legumes, arroz, passando pelo peixe, pela carne e, claro está, pelas inúmeras iguarias da gastronomia birmanesa. 

A manhã começou com o pequeno-almoço no hotel. Como estávamos em plena Chinatown, decidimos fazer a walking tour proposta pela Lonely Planet pela Baixa da cidade. Percorremos os vários mercados improvisados de rua, onde predominavam as cores e os cheiros, nem sempre agradáveis, de frutos, legumes, flores, peixe, carne. Visitámos a Sule pagoda e assim entrámos no coração do centro comercial e geográfico de Yangon. À volta abundam as manifestações arquitectónicas da era colonial britânica, de onde se destaca o City Hall. Seguimos pela lateral do Jardim Maha Bandoola até ao Porto da Autoridade Marítima, passando pelo famoso Hotel Strand e por mais um mercado de rua. Regressámos para as imediações do início da caminhada, passando pelos vários mercados e pelo templo hindu Sri Kali. Pelo caminho, cruzámos com um grupo de monges que faziam o seu peditório de comida pelas ruas. Foi a última vez nesta viagem que assistimos a este ritual. Seguimos para a Estação Ferroviária de Yangon onde apanhámos o Comboio Circular (Circular Train - 50kms), que sai do centro e dá uma volta pelos subúrbios. Este comboio é maioritariamente utilizado pelas populações locais e permite uma íntima performance da vida diária em Yangon. A viagem demora cerca de 3 horas e pára em cada uma das 39 estações do percurso. Os comboios deixam a estação central a cada 45 minutos, na plataforma 7. Os passageiros estrangeiros têm de mostrar os passaportes e pagar uma tarifa mais alta que os locais (300kyats/pessoa) e a viagem vale cada kyat pago! Não fizemos todo o percurso. Decidimos sair numa das estações próximas da Shwedagon Pagoda, mas debaixo de tanto calor, parecia que nunca mais chegávamos. 






Sule Pagoda
Sule Pagoda
Sule Pagoda
Sule Pagoda -" -Where you came from?"
- From Portugal.
- From???
- Portugal!!!
- Ahhhhhh!!! Cristiano Ronaldo! Luís Figo!!!
- :D"
No século XIX, o capitão Alexander Fraser, dos Engeneiros de Bengala, criou o layout vitoriano das ruas da cidade de Yangon e declarou a Sule Pagoda como o centro de Yangon.
Sule Pagoda - É uma das imagens de marca de Yangon. É uma estupa (zedi) octogonal, de 46 metros,  rodeada de pequenas lojas e que constitui uma rotunda que faz o tráfego dispersar pelo centro, numa das intersecções mais movimentadas da cidade
Sule pagoda and City Hall
Maha Bandoola Garden
A fine example of colonial era architecture at the corner of Strand Road
Strand Hotel
Building from the colonial era
Merchant Road - At Myanmar Port Authority Office










Sri Kali Hindu temple
Circular train
Circular train
Circular train



Circular train
Circular train

Circular train
Circular train
Circular train
Circular train
Circular train



A jóia da coroa da cidade é o Shwedagon Pagoda (8.000kyats/pessoa) - um zedi de ouro que se localiza na colina de Singuttara e que mede 100 metros da base até ao topo. Aberto das 4 da manhã às 10 da noite, o templo pode ser acedido por uma das quatro escadarias, rodeadas de lojas que vendem souvenirs e artigos religiosos. Duas visitas ao templo são necessárias: durante o dia e outra à noite. É aconselhado que se vá logo ao amanhecer onde se podem ver monges e freiras a rezar e em momentos de reflexão e de meditação. Nós não tivemos essa oportunidade, por isso fomos ao final de almoço. À noite, realmente o brilho e o esplendor do templo é outro, com todo o seu cintilar e opulência, devido ao jogo de luzes e reflexos no ouro... Só por curiosidade: o topo da Shwedagon Pagoda, que é composto pela "Hti" (chapéu), pela "Hngetmana" (Bandeira) e pelo "Seinbu", tem decorações incrustadas (3154 sinos de ouro, 79569 diamantes e outras pedras preciosas).
Entre as duas visitas ao templo, apanhámos um tuk tuk até ao templo Chauk Htat Gyi, onde se encontra a estátua do Buda Reclinado, de 70 metros de comprimento, curiosa pelo facto de ter 108 símbolos budistas na palma dos pés. Anexado ao complexo do templo está localizado um Centro de Meditação. Um dos monges que estava nesse centro e que descansava sentado no templo, fez-nos uma visita guiada. Depois da visita e de termos descansado um pouco do calor que se fazia sentir no exterior, descemos as escadas do complexo, que aparenta uma atmosfera saída do início do século passado, até chegarmos à estrada, onde apanhámos um táxi de regresso à Shwedagon Pagoda para terminarmos o dia a apreciá-la nas suas cores nocturnas. 
O dia terminou a jantar nas ruas agitadas do centro, numa das muitas bancas de rua. Depois era hora de descansar. No dia seguinte, de manhã cedo, teríamos vôo para Bangkok. 
A nossa estadia no Myanmar tinha chegado ao fim. 
Infelizmente. 
Esta foi, até agora, a viagem das nossas vidas!!! E será sempre especial.
"Ta ta", Myanmar.

Shwedagon Pagoda - The gates are guarded by two huge mythical lion-like creatures known as "chinthe"
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
 
Shwedagon Pagoda

Shwedagon Pagoda
Reclining Buddha at Chauk That Gyi Temple
Reclining Buddha at Chauk That Gyi Temple - The soles of the feet are embellished with 108 auspicious Buddhist symbols.
Reclining Buddha at Chauk That Gyi Temple
Reclining Buddha at Chauk That Gyi Temple
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
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Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Shwedagon Pagoda
Até sempre Myanmar.
Mingalaba!!












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