BEN TRE
O nono dia estava destinado ao Delta do Mekong. Como já tínhamos vindo dormir a Ben Tre, depois do pequeno-almoço foi só apanhar um táxi até uma agência que organizasse uma tour de meio dia, porque ao final da tarde tínhamos vôo para Phu Quoc. Encontrámos a BenTre Tourist Joint Stock Co. e explicámos o que queríamos fazer e do tempo de que dispúnhamos. A senhora que trabalhava lá foi super simpática arranjou logo um plano (70.000VND/3 pessoas). Assim que saímos da agência (a senhora - Phan Duyen - fechou as portas e assumiu o papel de guia turística), já tínhamos transporte à espera para nos levar até ao Mercado de Ben Tre, onde apanharíamos o barco para subir o rio.
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| Mercado de Ben Tre |
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| Mercado de Ben Tre |
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| Mercado de Ben Tre |
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| Mercado de Ben Tre |
O Mekong tem uma das biodiversidades mais ricas do planeta e é de extrema importância para as populações dos locais por onde passa, pois é dele que tiram o seu sustento. Daí o nome Mekong - Mae Nam Khong - "Mãe Água". Nasce no planalto tibetano e atravessa a China, o Myanmar, a o Laos, a Tailândia, o Cambodja e desagua no Vietnam, sendo um dos maiores do mundo.
Por aqui, os dias começam cedo. Mais parece que as pessoas nunca dormem. Assim que o barco chegou, começámos a subir o rio e a observar o quotidiano destas gentes ao longo das margens. A primeira paragem foi numa fábrica de tijolos onde nos foi explicado todo o processo de fabrico, corte, cozedura e armazenamento. Retomámos ao barco e continuámos a subir o rio, deixando um dos seus braços principais para entrar noutro mais pequeno e nos embrenharmos no meio de canais de água intercalados por extensões de terra onde se encontravam casas escondidas no meio das palmeiras, bananeiras e coqueiros. Parámos numa casa onde transformavam o côco: retiravam a casca fibrosa com uma catana (que seria mais tarde utilizada para fazer tapetes), depois com a ajuda de uma faca, separaram o fruto branco, da casca dura castanha. O primeiro era utilizado para fazer uns doces de côco, deliciosos por sinal, enquanto o segundo para queimar e fazer carvão que seria utilizado posteriormente como combustível. Ali, bebemos um chá com mel local e provámos os doces que se produziam com côco e a as batatas doces fritas. Dali seguimos para um local onde vimos como os locais aproveitavam uma erva que cresce nos campos de arroz para fazer tapetes. Enquanto isso, trouxeram-nos novamente chá e uma série de frutos que são produzidos nos "pomares" do Mekong: pomelo, melância, rambutan e jaca. Realmente estas margens são bastante férteis e representam um quintal para os locais. Depois de uma pequena, mas bem animada e agitada, viagem no atrelado de uma mota e de uma caminhada por entre um emaranhado de carreirinhos e pontes, chegámos a um pequenino barco a remos. Que experiência espectacular!!!
Regressámos ao barco a motor que nos esperava noutro ponto e voltámos para Ben Tre e daqui apanhámos transporte para Ho Chi Minh.
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| Quase todos os barcos do Mekong têm olhos. Várias explicações são apontadas para este facto: para afugentar, em tempos idos, os crocodilos e outros animais perigosos que habitavam o rio, ou por superstição, para trazer boa sorte e ajudar os donos dos barcos a encontrar o caminho. Hoje em dia são uma das imagens de marca do Delta. |
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| Fábrica de tapetes feitos com a fibra retirada da casca do côco. Aqui aplica-se o princípio de Lavoisier: Na Natureza nada se perde e nada se cria, tudo se transforma. A casca exterior do côco é utilizada para fazer tapetes, a carcaça dura é queimada para produzir carvão e o fruto interior branco e o sumo são utilizados para fazer os rebuçados de côco tão característicos desta região. |
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| Fábrica de tijolos. Aqui tudo é feito artesanalmente. |
Fábrica de tijolos: entrada de um forno. O combustível utilizado para aquecer o forno é a casca seca do arroz.
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| Fábrica de tijolos: interior de um forno. Quando os tijolos são colocados no interior do forno, este fica completamente cheio e sem espaço para o trabalhador sair, pelo que utiliza o orifício no topo para sair. |
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| Fábrica de tijolos: exterior de um forno. A escadaria por onde o trabalhador que empilha os tijolos sai. |
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| Côco de água |
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| Pomelo |
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| Fábrica de tapetes feitos de uma erva que cresce nos campos de arroz. |
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| Uma das muitas aldeias flutuantes do Delta. |
Algumas das visitas que fizemos percebia-se que estavam preparadas para o turista, no entanto, como fizemos o passeio "à nossa medida" e apenas com a nossa guia, sentimos que apreciámos o quotidiano destas gentes de uma forma muito natural e genuína, sem interferir com as suas rotinas. Em suma, visitar o Sudeste asiático sem deambular pelo Delta do Mekong é, sem dúvida, uma visita incompleta.
Depois do almoço em Ho Chi Minh, fomos de táxi para o aeroporto de onde saímos para Phu Quoc.
O jantar foi uma chicken noodles soup e um milkshake de manga e banana no 143 Seafood Restaurant, já em Phu Quoc. Foi tão bom que regressámos no dia seguinte.
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