HOI AN I
Chegámos ao aeroporto de Danang cedinho, pelo que foi só apanhar um táxi do aeroporto para Hoi An (500.000 dong/3 pessoas). Assim ainda conseguimos aproveitar parte da manhã na lindíssima e charmosa cidade de Hoi An. Optámos por aluguer bicicletas para nos deslocarmos (1 dólar/dia). A bicicleta não só é uma das imagens de marca do Vietnam como é uma das melhores formas de nos movimentarmos, sem causar impacto ambiental, permitindo-nos descobrir os recantos mais bem guardados.
O antigo porto vietnamita de Hoi An, 30 kms a sul de Danang, é um dos mais bem preservados portos do género em toda a Ásia. Foi em tempos ponto de paragem de barcos que vinham do Japão, da China, de Portugal, da França, da Holanda e do Médio Oriente, desempenhando um papel fundamental na área do comércio. Rivalizou com cidades como Malaca (Malásia) e Macau (China) o título de porto dominante naquela região. O seu auge decorreu entre os séculos XVII e XIX e devido ao facto do seu centro histórico ter sobrevivido quase intacto à Guerra do Vietnam e de manter a traça original, livre da circulação de carros, esta cidade ribeirinha, é considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Apesar do turismo, o centro histórico permanece quase inalterado e sem mácula do desenvolvimento que se faz sentir fora dos seus limites, permitindo ao turista perceber como é que era o dia-a-dia desta população, mesclada, que vivia do comércio.
Comprámos o bilhete (120.000 dong/pessoa) que permite a visita de todas as ruas do centro histórico e 5 espaços de entre 21 possibilidades de visita, entre eles a ponte japonesa, as casas comunais, museus e casas antigas. Ver
aqui todas as potencialidades do bilhete.
O primeiro local que decidimos visitar foi a Câmara da Assembleia Cantonesa - Trieu Chau Assembly Hall -, seguindo depois para a famosa ponte coberta japonesa - Japanese Covered Bridge, do século XVI (1590). Passámos ainda pela Cam Pho Communal House e antes do almoço ainda visitámos o Hoi An Handicraft Workshop, onde vimos alguns artesãos a fabricar artesanato local (as famosas lanternas; o ciclo da seda, desde o crescimento do bicho-da-seda até ao tecido final...). Almoçámos numa banca de rua, na margem do rio, onde provámos o famoso Cao Lao, prato típico da cidade. Depois do almoço demos um pequeno passeio de bicicleta, visitámos a casa antiga de Tan Ky - Old House of Tan Ky -, tomámos café na Cotic Boutique, visitámos o Mieu Hy Hoa Temple e depois o Tiago foi sketchar e dar um salto à praia. Enquanto isso, eu e a Liliana visitámos o Hoa Van Le Nghia Temple, o Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) e, por fim, o famoso Quan Kong Temple (Ong Pagoda), mandado construir pelos chineses. Em frente ao templo, estende-se o Mercado Central. Para quem conhece o Sudeste Asiático, sabe como os mercados são fantásticos, mas confesso que este é, do que conheço, um dos meus favoritos. Pela mescla de cores e de produtos, pelas caras que dão vida a esse colorido, de raízes várias, tal e qual como a cidade. Vemos traços japoneses, chineses e vietnamitas, encimados por chapéus cónicos de bambu que protegem as suas caras do calor e do sol. Um regalo para quem gosta do contacto com outras culturas e para os amantes da fotografia. Aqui é impossível não fazer boas fotografias!!!
Como não podia deixar de ser, eu e a Liliana não conseguimos resistir e comprámos alguns souvenirs: brincos, colares e até bases individuais para dar um ar ainda mais multicultural às nossas refeições.
A cidade é pequenina e continuámos a palmilhá-la, descobrindo sítios novos e voltando a passar em locais onde já tínhamos estado anteriormente. Hoi An é daqueles sítios que nunca nos cansamos, por isso passar duas ou três vezes pelo mesmo sítio não é sacrifício nenhum. A cidade é também conhecida como hub de tailor shops, com roupa feita à medida por costureiras e alfaiates. O cliente entra na loja, escolhe um modelo, tira as medidas e em menos de 24 horas tem a sua encomenda pronta. E se preferir, até pode ser entregue no hotel. Escusado será dizer que me enamorei-me por dezenas de peças de roupa. Casacos então... uma loucura!!! Ainda bem que viajamos com mochilas, senão acho que teria perdido a cabeça e comprado uma série deles. Assim, só comprei um. ;)
Encontrámo-nos com o Tiago no hostel e depois de um banho, fomos novamente para o centro histórico, onde jantámos. Durante a tarde, tínhamos encomendado várias lanternas de seda, com diversas cores e feitios, a uma senhora que tinha uma banquinha num dos acessos à cidade antiga. Foi mesmo aí que jantámos, enquanto aguardávamos que ela os terminasse. A noite estava bastante quente e convidava a algo refresco e, por isso, decidimos ir comer um gelado. Difícil era escolher o onde, já que espaços bonitos e charmosos não faltavam. Escolhemos um espaço que nos chamou a atenção por ser uma livraria super interessante no piso térreo. Seguimos a indicação e o restaurante localizava-se nos andares superiores - The Chef. Conseguimos lugar no terraço, onde desfrutamos o final do dia num ambiente acolhedor, com um céu escuro-escuro, pontilhado pela luz das dezenas de lanternas que iluminavam o espaço e os telhados das casas circundantes. Uma imagem que ficará na memória.
A noite já ia avançada e o cansaço apoderou-se de nós. Afinal o dia tinha começado muito cedo. A Liliana regressou ao hostel e eu e o Tiago decidimos dar um passeio pelas ruas quase desertas do Mercado Central. Quando na margem do rio, decidimos colocar uma lanterna de papel com o desejo de um dia voltarmos a este local. Já a caminho do hostel, vimos os comerciantes locais a fazer pequenas fogueiras, um ritual que também pode ser feito logo pela manhã, onde queimavam incenso, papéis de orações. Até estes rituais de boa sorte dão encanto e charme à cidade.
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| Hoi An old town - Traditional silk lanterns |
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| Hoi An old town - Traditional silk lanterns |
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| Trieu Chau Assembly Hall - Fontanário nas traseiras da Câmara da Assembleia Cantonesa - construída pelos chineses, data do século XIX - 1845 - e é dedicada ao deus do vento e das grandes ondas |
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| Japanese Covered Bridge |
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| Trieu Chau Assembly Hall |
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| Japanese Covered Bridge |
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| Japanese Covered Bridge |
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| Cam Pho Communal House - século XIX (1817) |
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| Hoi An Handicraft Workshop |
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| Cao lao |
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| Hoi An old town |
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| Hoi An |
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| Hoi An |
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| Hoi An |
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| Hy Hoa Temple |
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| Hoa Van Le Nghia |
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| Hoa Van Le Nghia |
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| Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) |
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| Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) |
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| Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) |
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| Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) |
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| Fujian Assembly Hall (Phuc Kien) |
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| Quan Kong Temple |
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| Central Market |
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| Central Market |
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| Central Market |
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| Central Market |
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| Central Market |
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| Hoi An - All the boats have painted big eyes because of a legend of a sea monster. The eyes are to scare it of, like a good luck charm |
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| Hoi An |
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| Praia onde o Tiago foi durante a tarde |
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| Hoi An old town - Traditional lanterns |
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| Hoi An old town - Traditional lanterns |
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| Hoi An old town - Traditional silk lanterns. Entrance to The Chef |
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| Hoi An old town - Traditional silk lanterns - The Chef |
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| Hoi An old town - Traditional lanterns |
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| Oferendas e orações no final de mais um dia |
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| Apesar de não ser noite de lua cheia, também colocámos uma lanterna de papel no rio |
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| A nossa lanterna de papel |
Pequeno-almoço tomado e alugadas duas scooters por 6 dólares (3 horas), dirigimo-nos para a
. Não tenho ficado deslumbrada com as praias do Vietnam, mas quero acreditar que isso se deve ao facto de estarmos a fazer esta viagem em Julho. O céu nublado e as correntes fazem com que o mar esteja agitado, com ondas e, portanto, sem areal. As águas não são cristalinas nem a areia é branca como as fotos que vi nas pesquisas, mas penso que quem viagem na época alta (Novembro a Fevereiro) tem mais sorte. Independentemente disso, a temperatura da água estava maravilhosa e deu para refrescar e matar saudades da praia. Regressámos a Hoi An porque tínhamos o autocarro para Hué às 13:30. No percurso entre a praia e Hoi An percorremos caminhos locais por entre os arrozais e algumas línguas de água onde os autóctones se dedicavam à pesca e a outras actividades ligadas à agricultura.
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