11 de julho de 2015

PHNOM PENH

Chegámos a Phnom Penh às 7:20 da manhã, depois de fazermos a viagem nocturna a partir de Siem Reap. Tomámos o pequeno-almoço num bar em frente à "estação rodoviária" (estou a ser generosa, não existe estação, apenas um lugar à beira da estrada onde os autocarros param, junto ao night market/old market) e depois fomos logo tratar da compra do bilhete para a viagem nocturna para Ho Chi Minh. Custou 15 usd através da Virak-Buntham express travel & tour. Também era um night bus mas não tão confortável como o que utilizámos entre Siem Reap e Phnom Penh, porque este não era bem uma cama. Era uma espécie de cadeira/cama reclinável, que achámos super desconfortável.
Guardámos as mochilas e seguimos, de tuk tuk, para o Palácio Real (6,5 usd). Antes de entrarmos negociámos com um condutor de tuk tuk: fazer os Killing Fields, a Prisão Toul Sleng (também Museu do Genocídio) e terminar no Museu Nacional, tudo isto por 15 usd. Quando terminámos a visita, lá estava ele à nossa espera. O palácio real e a pagoda de prata, com o seus telhados e ornamentos dourados são de visita obrigatória e uma das imagens da cidade.
Royal Palace and Silver Pagoda

Royal Palace and Silver Pagoda

Royal Palace and Silver Pagoda

Royal Palace and Silver Pagoda

A caminho dos Killing Fields passámos pelo Monumento da Independência que foi inaugurado a 9 de Novembro de 1962 e que celebra a independência do país relativamente a França. No Período da Guerra Fria, a Guerra do Vietnam estendeu-se ao Cambodja e os Khmers Vermelhos apoderaram-se do poder na figura de Pol Pot. De 1975 a 1979 viveu-se um autêntico genocídio à população local. Primeiro os letrados (professores, médicos, advogados, músicos, actores, bailarinos), depois a população comum. Nestes anos morreram cerca de 3 milhões de cambodjanos, 20.000 deles no Choeung Ek. A população não tinha como fugir porque as fronteiras estavam protegidas por minas terrestres e só as missões diplomáticas tinham autorização para entrar e sair. O mundo desconhecia por completo o que este regime comunista estava a fazer no seu próprio país.
Os Killing Fields of Choeung Ek (Genocidal Center) ficam a cerca de 15kms da cidade e leva algum tempo a chegar lá porque as estradas são péssimas. Choeung Ek é o mais famoso dos mais de 300 campos de extermínio do Cambodja.

Monumento da Independência
Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center

Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center

Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center

Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center

Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center

Almoçámos à saída dos Killing Fields ainda incrédulos com o que tínhamos visto. Seguimos para a Prisão Toul Sleng, mais conhecida por S-21 e foi com semblante carregado que saímos de lá. Até hoje, este foi o local mais triste e pesado em que já estive. Nos campos da morte, vimos os locais e ouvimos algumas histórias do que tinha acontecido, mas aqui, na prisão, víamos os rostos dessas histórias. Histórias que dão um nó gigante na garganta, dada a nossa impotência, e nos impedem de dizer o que quer que seja. Chorei. Chorei. E chorei. É incrível o ponto a que pode chegar a crueldade do ser humano. Sítios como estes devem ser visitados, divulgados e lembrados sempre. Porque nunca é demais relembrar aos adultos de hoje e às gerações de amanhã que estas atrocidades foram cometidas e que a História deve ser uma lição para a construção do futuro.

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21)

Dali, o condutor do tuk tuk levou-nos até ao Museu Nacional, do qual só visitámos o jardim porque ia fechar dentro de instantes. O resto da tarde foi passada a descansar porque bem estávamos a precisar. Foi um dia demasiado pesado.
Ao início da noite, fizemos um passeio pelo Mercado Central e acabámos por seguir o conselho de um turista e jantar numa das muitas barraquinhas de rua. Como ainda tínhamos muito tempo, eu e a Liliana fomos fazer uma massagem enquanto o Tiago sketchava e bebia qualquer coisa fresca numa esplanada. Antes de apanharmos o autocarro nocturno para Ho Chi Minh, e porque ficava mesmo ali ao lado, demos um saltinho ao night market/old market.

National Museum of Cambodia


Petiscos cambodjanos

A tirar uma sesta

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