Chegámos a Phnom Penh às 7:20 da manhã, depois de fazermos a viagem nocturna a partir de Siem Reap. Tomámos o pequeno-almoço num bar em frente à "estação rodoviária" (estou a ser generosa, não existe estação, apenas um lugar à beira da estrada onde os autocarros param, junto ao night market/old market) e depois fomos logo tratar da compra do bilhete para a viagem nocturna para Ho Chi Minh. Custou 15 usd através da Virak-Buntham express travel & tour. Também era um night bus mas não tão confortável como o que utilizámos entre Siem Reap e Phnom Penh, porque este não era bem uma cama. Era uma espécie de cadeira/cama reclinável, que achámos super desconfortável.
Guardámos as mochilas e seguimos, de tuk tuk, para o Palácio Real (6,5 usd). Antes de entrarmos negociámos com um condutor de tuk tuk: fazer os Killing Fields, a Prisão Toul Sleng (também Museu do Genocídio) e terminar no Museu Nacional, tudo isto por 15 usd. Quando terminámos a visita, lá estava ele à nossa espera. O palácio real e a pagoda de prata, com o seus telhados e ornamentos dourados são de visita obrigatória e uma das imagens da cidade.
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| Royal Palace and Silver Pagoda |
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| Royal Palace and Silver Pagoda |
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| Royal Palace and Silver Pagoda |
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| Royal Palace and Silver Pagoda |
A caminho dos Killing Fields passámos pelo Monumento da Independência que foi inaugurado a 9 de Novembro de 1962 e que celebra a independência do país relativamente a França. No Período da Guerra Fria, a Guerra do Vietnam estendeu-se ao Cambodja e os Khmers Vermelhos apoderaram-se do poder na figura de Pol Pot. De 1975 a 1979 viveu-se um autêntico genocídio à população local. Primeiro os letrados (professores, médicos, advogados, músicos, actores, bailarinos), depois a população comum. Nestes anos morreram cerca de 3 milhões de cambodjanos, 20.000 deles no Choeung Ek. A população não tinha como fugir porque as fronteiras estavam protegidas por minas terrestres e só as missões diplomáticas tinham autorização para entrar e sair. O mundo desconhecia por completo o que este regime comunista estava a fazer no seu próprio país.
Os Killing Fields of Choeung Ek (Genocidal Center) ficam a cerca de 15kms da cidade e leva algum tempo a chegar lá porque as estradas são péssimas. Choeung Ek é o mais famoso dos mais de 300 campos de extermínio do Cambodja.
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| Monumento da Independência |
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| Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center |
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| Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center |
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| Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center |
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| Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center |
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| Killing Fields of Choeung Ek Genocidal Center |
Almoçámos à saída dos Killing Fields ainda incrédulos com o que tínhamos visto. Seguimos para a Prisão Toul Sleng, mais conhecida por S-21 e foi com semblante carregado que saímos de lá. Até hoje, este foi o local mais triste e pesado em que já estive. Nos campos da morte, vimos os locais e ouvimos algumas histórias do que tinha acontecido, mas aqui, na prisão, víamos os rostos dessas histórias. Histórias que dão um nó gigante na garganta, dada a nossa impotência, e nos impedem de dizer o que quer que seja. Chorei. Chorei. E chorei. É incrível o ponto a que pode chegar a crueldade do ser humano. Sítios como estes devem ser visitados, divulgados e lembrados sempre. Porque nunca é demais relembrar aos adultos de hoje e às gerações de amanhã que estas atrocidades foram cometidas e que a História deve ser uma lição para a construção do futuro.
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
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| Tuol Sleng Museum - Security Prison 21 (S-21) |
Dali, o condutor do tuk tuk levou-nos até ao Museu Nacional, do qual só visitámos o jardim porque ia fechar dentro de instantes. O resto da tarde foi passada a descansar porque bem estávamos a precisar. Foi um dia demasiado pesado.
Ao início da noite, fizemos um passeio pelo Mercado Central e acabámos por seguir o conselho de um turista e jantar numa das muitas barraquinhas de rua. Como ainda tínhamos muito tempo, eu e a Liliana fomos fazer uma massagem enquanto o Tiago sketchava e bebia qualquer coisa fresca numa esplanada. Antes de apanharmos o autocarro nocturno para Ho Chi Minh, e porque ficava mesmo ali ao lado, demos um saltinho ao night market/old market.
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| National Museum of Cambodia |
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| Petiscos cambodjanos |
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| A tirar uma sesta |
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